Ser ou não Ser Heis a Questão ...

sábado, outubro 26, 2013



Baiona 13 de Agosto de 2013


Hora: 04:51 ( + 1 hora que o fuso horário de portugal)
Local: Sala de estar
Obs: O tempo está quente, da janela observo a avenida Montereal que permanece estática sendo quebrado este sigilo pela voz ondulada do mar que abraça toda a Baía.
Os barcos dançam no meio da Baia e juntos entoam cantigas feitas pela própria Natureza.
Eu sou apenas um observador que neste palco, improvisa sentires tão dispersos como a imensidão de água que se perde na linha do horizonte...

"Beleza"

A Natureza adaptou-nos para podermos coagir no mesmo espaço.
Fez de Nós os verdadeiros Artistas capazes de criar, transformar,
modificar de acordo com a nossa visão, deu-nos um Instinto Puro.
A Natureza deu-nos uma Linguagem que ainda hoje desconhecemos,
perdemos mais tempo a descodificar a nossa entidade e matéria.
Mas ela sorrateiramente e de forma silenciosa nos abraça de forma igual.
É a nossa Mãe Universal, que nos sustenta e nos equilibra no Mundo.
Antes do Homem criar a sua Linguagem, Ela já possuía todos os significados,
nós apenas subvertemos o seu valor real, e destruímos a sua essência.
Permaneço em estado contemplativo e o som das ondas embala-me os sentidos.
Será isto a Beleza? Ou serei Eu demasiado Hedonista?
Gostava que este prazer fosse também partilhado, sem promessas vãs,
sem grandes expectativas, admirar a Beleza desta Paisagem circundante.

Marco António@Baiona

sexta-feira, junho 14, 2013

Sentimento

  "Sentimento"





Sinto em mim um cansaço repentino
A cabeça a explodir como fragmentos
que disparam de um vulcão em erupção
Não tenho a força de uma simples reacção
Tudo em mim é estático,é energia condensada
Que se auto-revolta num corpo frágil
Carente de afectos e bons sentimentos
Sou poeta de mau gosto,rude e de mau aspecto
E dai?
Não terei direito a eles?
Que seria do homem sem sentimentos?
A minha vida congelou-se como água
e agora derrete-se como pedaços de gelo
Será o retorno ás origens?
Não quero estar só,preciso de ti
Onde estarás neste momento?
Agora que sinto a tua falta,de um abraço condensado
Que me faça sentir que desta doença estou curado
Tantas palavras todas elas escusadas
Neste Mundo feroz e atroz
Onde me iludo numa divina utopia
Não silencieis o eco mudo
Aquele que se apodera da Alma
E faz dum homem normal um surdo
Gosto de ti por aquilo que és
Da concepção á nascença
Sucessivas etapas nada fáceis
Mas que te tornam naquilo que és
.....................HOJE!!!!!!
És tudo e nada,uma contradição pura
De quem não tem juizo na tola
Para estar a falar nisso a esta hora
E a pensar num trago de cola
Mas que mal tenho em gostar dos teus lábios?
De deseja-los ardentemente nesta paixão que deflagra
A cada minuto que passa,a cada segundo que se consome
Num tempo indefinido,talvez para uns inexistente
Mas se é o desejo que ordena,o que fará o bom senso?
Em ti,vejo-te a mim,vejo o meu oposto tal e qual deveria ser
Se eu não fosse tu,nem tu fosses eu,se não fossemos "just friends"
O que poderia ser?
Podes explicar?
Minha nossa,o efeito que provocas
Que me faz comer as palavras desta fome imensurável
São sentimentos que não têm significado algum para alguns
Mas que para mim são pedaços fragmentados duma essência
A vida em todo o seu significado,em todo o seu esplendor

sexta-feira, abril 07, 2006

"O que preciso"


Deixa-me viver
num intervalo
]aberto![

Sem restrições
nem condições

Deixa-me respirar
em tudo
[o que me rodeia!]

Sem ciumes
nem desconfianças

Deixa-me ser EU
no que sou
[ à nascença!]

Sem mudar
nem contrariar

Aprende a gostar
das minhas diferenças

Ama as minhas virtudes
Habitua-te aos meus defeitos
E seremos os mais felizes
Por entre as pessoas
[que nos rodeiam!]
Por entre o Mundo
[que também nos pertence!]

03/10/2003
Marco Santos

"Sentimento"

Estranho sentir este que me invade.
Sensações que percorrem a Alma,
num Mundo estranho que me perrtence. Que a maioria desconhece e ignora!

Quem ousará tentar descobrir,
a essência de que sou feito?
Haverá alguém que queira?

Sinto-me completamente vazio,
como uma casa nova e desabitada.
Espero que alguem a preencha,
com côr,alegria e Amor!

Posso estar enganado ou desacreditado,
mas preciso deste sentir para viver!

26/04/2003
Marco Santos

domingo, abril 02, 2006

"Amar-te"











Perco-me em ti,nesse corpo labirinto,
onde as minhas mãos cegas se perdem.




Dia e noite,num suspiro ofegante...
Teus traços e feitios na minha memória se escondem.







Nesse corpo singelo e alma de gigante,
encontro-me em ti,corpo cintilante!
Os teus braços servem-me de olhos,
a tua voz ecoa por entre o meu peito
e nos teus lábios me perco...
De querer beber-te de sede e comer-te de fome,
querer ter-te de amor e amar-te somente a ti!

.../12/2001
Marco Santos

sábado, abril 01, 2006

"O que me rodeia"


Planicies e planaltos
Montanhas e vales
Mares e oceanos
Rios e lagoas

A beleza natural espelhada
em raios primaveris
de côres profundas e intensas

Homens e Mulheres
Crianças e Adolescentes
Seres que nascem e morrem
Numa missiva própria e destinada

A Beleza pura reflectida
em raios ofuscantes
de côres mirabólicas e sonantes

Quem somos nós afinal,
se nem me conheço a mim?
Se dúvido da minha existência,
e questiono a realidade?

Perguntas sem resposta,
fundamentadas num vazio,
de uma alma que sucumbe
no passar vagoroso dos dias!

Uma vida sem vida
completamente vazia
sem rigorosamente nada!

Se não tenho nada
e o nada é a minha existência
como posso acreditar em mim?
Quanto mais nos outros?

Perdi as faculdades mentais!
Não sei destinguir a noite do dia!
Se está frio ou quente,
apenas por ser diferente!

Aplaudo intensivamente à minha Morte
Espero que ela seja eficaz e dormente
que não seja indolente e perca a compaixão
esse sentimento que não acredito existir

Sentimentos e emoções
Alegrias e tristezas
Coisas puramente banais
que não tem sentido algum

Afinal o que é que me rodeia?
O que rodeia aquilo que não existe?
Ou será que até o inexistente tem vida?
Será que tem sentimentos, que respira?
E sente também dôres e mágoas?


05/12/2003
Marco Santos

sexta-feira, março 31, 2006

"Nada"

Já não sei nada!
O nada que me pertence,
interroga-se constantemente,
sobre a sua existência.

Será que o nada existe mesmo?
Dúvido que o nada se pronuncie,
que se mantenha firme e silenciado.
O nada que não existe,somos nós!

Se nada existir em nosso redôr
e abstrairmo-nos do que vê-mos,
...................................vê-mos tudo!

Afinal,"tudo" também existirá?
O que é tudo aquilo que vê-mos?
O tudo é simplesmente Nada!

05/12/2003
Marco Santos